quinta-feira, 1 de março de 2012
Música
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Tem música, que muda o humor, alivia a dor e salva o dia. Tem música, que convida a lágrima, que destrava o riso e que faz companhia. Tem música, que define, que descreve e que elege. Tem música, que torna fácil, que me explica e descomplica. Tem música, que resgata, que alivia e lembra ou faz esquecer. E, a cada música que ouço, eu só penso em você.
Ao som de: Make it easy - Mallu Magalhães
Paz e bem!
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Do amor e da felicidade
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O amor em mim transborda, embora eu seja oblíqua, inquieta e desacreditada. Eu vivo para imediatamente, ainda que eu tenha alguma simpatia por esperas. É que nelas eu guardo muitos amanhãs vestindo sorrisos claros e trazendo alguma calmaria nos olhos. Colho preciosidades, que é pra temperar as forças que uso para salvar o dia. Adoço a vida com alguma poesia e sigo tentando fazer a diferença em alguma existência. Porque fazer o bem é ter a alma enfeitada com luz. É manter o coração aquecido pelo calor da paz, que só tem quem não vive na superfície das coisas, porque é profunda e longa e branca. A felicidade requer coragem. Tem que ter – literalmente - muito peito, pois é preciso um coração bem grande e muito dentro. Felicidade não é pouca coisa, não.
Paz e bem!
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Dos impedimentos
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Às vezes, o que chamamos de amor
é só um monte de sentimentos velhos
atravancando a porta do coração.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Daquilo que sinto
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Parece-me tão certo quando estamos juntos.
Sinto-me encaixada, pertencente e viva.
Sinto o amor fluir e bombear a adrenalina por cada parte da minha alma.
Encontrei-me: agora moro no seu abraço.
Paz e bem!
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Sagrado
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Eu preciso me encontrar nos becos de mim. Perdi-me em meio ao quase, tropecei na sua ausência e caí de cara numa saudade. A finitude de que somos feitos me machucou: ralou-me os joelhos do presente. É que eu vivo esperando e acreditando, que o amanhã virá, sempre. E, quando tento pensar diferente, a linha entre o viver melhor e o enlouquecer fica tênue demais. Quero continuar confortável nos silêncios, sem que eles signifiquem vazios. Quero dormir o sono dos justos, sem me preocupar com aquilo que poderia ter sido, mais do que aquilo que foi. Eu não quero uma coleção de espaços em branco. Prefiro acreditar, sempre, que existe outro dia, outra oportunidade, outra possibilidade e muitos outros dar-se-um-jeito. Quero vida nova, dia após dia, para você e para mim. Quero a infinitude daqueles que amo, porque eu já perdi demais.
Dedicado à minha avó Celeste e a todos aqueles que me são sagrados, que me amam e que me mantém em pé e viva até o dia de hoje. Especialmente ao meu pai e minha irmã.
Paz e bem!
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Dose de mim
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Eu não sei amar manso, gostar devagarzinho e nem ser aos poucos. O meu copo está sempre cheio, seja do que for. Meus sentimentos chegam fazendo estardalhaço e com direito a música-tema. Sou muito, o todo, o completo e mais um pouco. Ainda que me engarrafassem, eu estaria inteira em cada gota. Quer uma dose? Mas, de antemão aviso: eu devo ser mesmo um porre. Só lhe garanto, meu bem, que a ressaca é de poesia e que coisa melhor não tem. Um brinde a todos aqueles que têm coragem de sentir, de amar e de se entregar.
Paz e bem!
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Do verbo existir
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Eu sinto que existo, de verdade, no meio de uma dor. Qualquer uma. Daí, somos só uma mola encolhida - prestes a disparar - e eu. Lançar no espaço alguma esperança, alguma alegria genuína, um sonho bom pra viver. Daí, somos só uma expectativa de dias melhores – embora a felicidade me seja intrínseca – e eu. Gosto de ser feliz sem precisar de motivos, mas ainda assim algo me falta. Acho que a insatisfação é invenção de Deus para dinamizar a vida. Só pode ser. Eu sinto que existo, de verdade, no meio de uma dor. É que me falta um pedaço meu, que é seu. No mais, devo ser apenas uma versão adulterada de mim mesma.
Paz e bem!
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Ilha
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Pudera eu, nessa vida, ser alguém menos permeável. Tudo me alcança, me toca, me arrebata e me impregna os poros. Sou atingível. Sou uma pequena coletânea de possíveis. Sou ilha em meio ao mar de amores imperfeitos e perdidos. Terra à vista, mas aceito pagamento a prazo: infinitas parcelas de amor verdadeiro. É pegar ou largar.
Paz e Bem!
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