Ao peso dos meus reveses eu me entrego e me deito sobre as lembranças desse pretérito mais-que-perfeito. Por vezes quando o via, não sabia se era sempre reticências ou um ponto final. As respostas estavam todas do lado de dentro da alma, guardadas no meu esconderijo. São certezas tardias com soluços. Sei que meu desassossego não é por ninguém, é por mim, coisa minha. Mas, eu sei que só você há de dar um jeito aqui dentro, entre um pulsar e outro de coração. Esse que na última estação eram mil estilhaços e hoje foi colado com rimas desfeitas e a falta de jeito de sempre. Eu tenho medo de que ele se quebre na próxima frase. Desajeitado que só.





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"Um dia, quando eu souber escrever, vou escrever sobre a espera."
Branca




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Estou em um momento meu. Silêncio doce em dias estranhos. Espera.





Ao som de: Crazy - Aerosmith
Paz e bem!

4 comentários:

Solange Maia disse... Responder

Gabriela,

Não sei se você tem noção do que é capaz de fazer com as palavras...
que loucura, que espetáculo !!!

Beijo carinhoso !

Solange

http://eucaliptosnajanela.blogspot.com

Luis Bento disse... Responder

Um tempo seu , um espaço nosso. Boa escrita...num tom mais-que-perfeito...vou voltar! Vou segui-la

Moça do Fio disse... Responder

Engraçado que mesmo sendo coisa nossa, a presença do outro é indispensável para que estejamos bem.

Lindo texto.

Beijinhos.

Kelly disse... Responder

Simplesmente, lindo!

=*

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