Nessa minha inspiração as avessas, eu vou cantarolando devagar e procurando por uma palavra que me empreste todo o tempo perdido. Vou recolhendo nessa escuridão palpável os pedaços dos planos frustrados, das promessas quebradas, dos sonhos adormecidos.


O tempo passa rápido demais. As crianças crescem, a mesa do trabalho ganha novas pilhas de papéis, o inverno adormece, a primavera floresce. Quando se vê já é natal. Quando se vê o tempo já foi, escapou, passou, voou, voamos nós.


E o que resta? E o que se vê?
A velha casa em que sempre vivemos comprimindo as lembranças? Pessoa errada? Atitude tardia? O registro das lágrimas sobre o teclado do computador do trabalho? Vontade sufocada? Velhas roupas? Amor mal-curado? Amor não vivido? Espera? Silêncios? Segredos?


Você já se arriscou a fazer algo diferente hoje?





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Vou pensar mais a respeito!





Paz e bem!

3 comentários:

Carlos Bayma disse... Responder

Como diaria um ex-funcionário meu: "Muito excelente!" Gosto muito do que escreve e como o faz. Gosto muito daqui!

Moça do Fio disse... Responder

Há uns meses eu pedi a minha mãe que escrevesse no meu epitáfio um trecho de "Inverno", da Adriana Calcanhoto.

É incrível como o tempo passa rápido, ou somos nós que passamos voando por ele?

Feliz daquele que pode olhar para o que viveu e pensou: "É, até que eu vivi" =))

Beijo!!

Silvana Alves disse... Responder

DIGA, VALE A PENA....
TUDO VALE A PENA

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